terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tribunal de Cristo

A palavra do Senhor nos afirma que todos os salvos em Cristo Jesus hão de receber uma recompensa por suas obras, por aquilo que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal, como afirma o apóstolo Paulo em sua epístola aos coríntios: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal." (II Co 5.10). O tribunal de Cristo vem a ser o julgamento do crente para efeito de recompensa de acordo com suas obras, ou seja, toda a vivência e conduta conforme o evangelho do Senhor. A palavra do Senhor é bem clara em afirmar que Deus não faz acepção de pessoas neste julgamento.

É importante observar que todo crente passará por esse julgamento (Rm 14.10,12; I Co 3.12-15; II Co 5.10; Ec.12.14). Este versículo no livro de Eclesiastes nos afirma: "Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." Tudo o que há encoberto será trazido a juízo diante do Senhor, até mesmo aquilo que está em oculto entre o homem e Deus somente. O próprio Senhor Jesus disse: "Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete sobre os telhados será apregoado." (Lc 12.2,3). De Deus nada se esconde, podemos estar ocultos aos olhos de muitos, mas existe um olhar que nunca se oculta de nós; é o olhar do Deus Vivo, todo poderoso, onisciente, onipotente, onipresente, que sonda os corações e sabe todas as coisas.

Acredita-se que esse julgamento de obras se dará quando Cristo vier buscar sua igreja (Jo 14.3; I Ts 4.14-17; II Tm 4.1). Esta última referência em II Tm 4.1 fala na vinda e no Reino de Jesus. O Senhor Jesus afirma no livro de Apocalipse que vem sem demora e que o galardão está com Ele para dar a cada um conforme suas obras: "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Ap.3.11) e sobre o galardão de cada um: "E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra." (Ap 22.12). O juiz desse julgamento é Cristo, tanto é que a Bíblia se refere como Tribunal de Cristo (Jo 5.22, II Tm 4.8). Cabe uma observação, é de que no momento Jesus Cristo é o nosso Advogado que nos absolve perante o Pai, quando confessamos os nossos pecados e nos arrependemos verdadeiramente (I Jo 1.9, II Jo 2.1,2), mas passará a Juiz na Sua vinda e para que se realize o Seu tribunal.

A recompensa segundo as obras é sério e solene e inclui a possibilidade de dano ou perda (I Co.3.15; II Jo.8), e até mesmo de queimar-se o trabalho de toda sua vida (I Co 3.13-15). Esse julgamento é para os salvos em Cristo, é a recompensa de cada filho de Deus por ter andado ou não conforme a palavra do Senhor.

Tudo será conhecido abertamente. A palavra "comparecer" (gr. phaneroo, II Co 5.10) significa "tornar conhecido aberta ou publicamente". O Senhor examinará na sua exata realidade:

(a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16);


(b) nosso caráter (Rm 2.5-11);


(c) nossa palavras (Mt 12.36, 37);


(d) nossas boas obras (Ef. 6.8);


(e) nossas atitudes (Mt.5.22);


(f) nossos motivos (I Co 4.5);


(g) nossa falta de amor (Cl 3.23, 4.1); e


(h) nosso trabalho e ministério (ICo 3.13).

Podemos falar um pouco sobre cada um desses tópicos. Nossos atos secretos, ou seja, tudo o que está em oculto será trazido à tona para o julgamento do Deus todo poderoso e eterno, aquilo que alguém pode ter feito "as escondidas" será conhecido por Deus para sua devida recompensa. Os segredos do coração do homem serão revelados e julgados. Certamente toda palavra de Deus se cumprirá como disse Jesus: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." (Mt 24.35). O nosso caráter precisa ser trabalhado pelo Senhor segundo o entendimento que recebemos da palavra de Deus, por isso devemos pedir sempre em oração para que seja formado em nós o caráter de Cristo. Quando não conhecemos ao Senhor, trazemos muitos defeitos de caráter que necessitamos expor a Deus para que possamos ser verdadeiramente transformados. No final do sermão da montanha Jesus disse: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus." (Mt 5.48).

Seremos julgados também pelas nossas palavras: "Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado." (Mt 12.36,37). Daremos conta diante de Deus de toda palavra ociosa, frívola que pronunciarmos, ou seja, tudo o que falarmos pelo Espírito Santo de Deus segundo Sua palavra receberemos galardão, mas tudo aquilo que pronunciamos com nossos lábios e entristecemos ao Espírito Santo ou ao nosso próximo daremos conta diante de Deus.

As obras serão levadas em contas perante Deus também. As obras devem ser feitas com amor como está escrito em I Co 13, mas não podemos nos esquecer delas, porque o nosso amor para com os irmãos e a fé, devem também ser demonstradas pelas obras: "Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade."(I Jo 3.18). A obra deve ser feita para ajudar ao próximo em suas necessidades e deve ser acompanhada da expressão da palavra de Deus. O Senhor lembrará de toda obra que for feita com amor e segundo a Sua vontade.

Seremos julgados pelas nossas atitudes e o Senhor Jesus diz se alguém se encolerizar contra seu irmão, sem motivo, ou seja, ter ira descontrolada por um irmão, será réu de juízo (Mt 5.22), e ainda que haja motivo, devemos perdoar assim como Cristo nos perdoou e perdoou aqueles que o crucificaram pelo Seu imenso e infinito amor.


Fonte: do Site www.gracaamorevida.com.br

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