quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não há pessoas cheias do Espírito que também não sejam cheias de amor e misericórdia

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes".

A admoestação contida no texto bíblico que encima o presente artigo, interpreto-a como fazendo referência ao assunto, à ordem e à maneira de se pregar.

O problema é este: como havemos de ganhar integralmente as almas para Cristo? Sem dúvida teremos de conseguir que se desprendam de si mesmos.

1. Os homens são livres agentes morais: racionais e responsáveis.

2. Estão em rebelião contra Deus, totalmente indispostos, inteiramente tomados de preconceitos, e comprometidos contra Deus.

3. Estão entregues à auto-satisfação como objetivo de sua vida.

4. Esse estado é (o que se chama em linguagem teológica) a depravação moral, ou seja, a fonte do pecado dentro de si mesmos, da qual fluem, por uma lei natural, todas as suas práticas pecaminosas. Esse estado voluntário de entrega é o "coração ímpio". É esse que precisa de uma transformação moral radical.

5. Deus é infinitamente benfazejo, e os pecadores incrédulos são egoístas e radicalmente opostos a Deus. Seu compromisso consigo mesmos, de satisfazerem os seus próprios aperites e pendores, chama-se em linguagem bíblica "a inclinação da carne" ou "pendor da carne", que "é inimizade contra Deus".

6. Essa inimizade é voluntária, e só pode ser vencida pela Palavra de Deus, que é eficaz através do ensino do Espírito Santo.

7. O evangelho serve a esse fim, e quando é sabiamente apresentado, podemos esperar confiadamente a cooperação eficaz do Santo Espírito. Isso está implícito na ordem de Jesus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as naçães; ...e eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século."
8. Se não tivermos sabedoria, se formos incoerentes e antifilosóficos e se não seguirmos uma ordem natural na apresentação do evangelho, não temos direito de esperar pela cooperação divina.

9. No mister de ganhar almas, como em tudo mais, Deus opera através de leis naturais e de acordo com elas. Portanto, se quisermos ganhar almas, havemos de adaptar sabiamente os meios a esse fim. As verdades que apresentarmos, e a ordem da sua apresentação hão de ser adaptadas às leis naturais da mente, do pensamento e do funcionamento mental. Uma falsa filosofia mental poderá desviar-nos grandemente, levando-nos muitas vezes a trabalhar ignorantemente contra a operação do Espírito Santo.

10. Os pecadores devem ser convencidos da sua inimizade. Não conhecem a Deus, e por conseguinte ignoram muitas vezes a oposição do seu próprio coração contra ele. "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado", porque é pela lei que o pecador adquire sua primeira idéia verdadeira de Deus. Pela lei, ele primeiro aprende que Deus é perfeitamente born e oposto a todo o egoísmo. Essa lei, pois, deve ser exposta em toda sua majestade contra o egoísmo e a inimizade do pecador.

11. Essa lei leva consigo a convicção irresistível da sua justiça, da qual nenhum agente moral pode duvidar.

12. Todos os homens sabem que cometeram pecado, porém nem todos estão convictos, nem da culpabilidade, nem das más conseqüências que o pecado merece. Na sua maioria são descuidados, não sentem o fardo do pecado nem os horrores e terrores do remorso: não têm senso de condenação nem de estarem perdidos.

13. Sem convicção, porém, não podem entender nem apreciar a salvação do evangelho. Ninguém pode inteligentemente e de coração, pedir ou aceitar perdão enquanto não percebe como é real e justa a sua condenação.
14. É absurdo, portanto, supor que um pecador indiferente, sem convicção de seu pecado, possa aceitar inteligente e reconhecidamente e perdão que o evangelho oferece, enquanto não aceitar a justiça de Deus em condená-lo. A conversção a Cristo é uma tranformação inteligente. Por isso a convicção do merecimento da condenação tem que preceder a aceitação da misericórdia, pois sem a convicção o pecador não compreende sua necessidade de misericórdia. É natural que o oferecimento seja rechaçado. O evangelho não é nenhuma boa-nova para o pecador indiferente e sem convicção de pecado.

I5. A espiritualidade da lei deve ser aplicada inexoravelmente à consciência até que se aniquile a presunção do pecador de ser justo, e ele se coloque, mudo e contrito, diante de um Deus santo.

Um comentário:

  1. Ola Elieser!

    Estou passeando na net para conhecer blogs cristãos, saber o que o povo está buscando e falando... E para divulgar meu blog, o Genizah.

    Muito legal o trabalho que vocês fazem aqui! Parabéns.

    Vou seguir vocês e espero pela oportunidade daquela troca de irmão em Cristo aqui ou no meu blog, se você me der a honra e prazer da visita.

    Genizah é um blog de apologética cristã com uma boa dose de humor. Nosso time é formado por escritores, pastores, humoristas e chargistas cristãos.

    Espero que goste. Paz e Bem!

    Danilo


    http://www.genizahvirtual.com/

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