sexta-feira, 16 de setembro de 2011

OS TRÊS LADOS DO DÍZIMO

O dízimo não é apenas uma prova de fé. É uma manifesta­ção de amor a Deus pelo muito que dEle recebemos.

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança" (Ml 3.10).

O que significa "dar o dízimo"? Qual o objetivo desse ensinamento? É bíblico? Trata-se de preceito valido para os nossos dias? É o que estaremos estudando nesta lição.

Os judeus não reconheciam que tinham se desviado. Fingiam conformar-se à lei, oferecendo alguns dízimos a Deus mas não todos os exi­gidos pela lei. Em outras palavras, roubavam escrachadamente ao Se­nhor dos Exércitos. As palavras do profeta ressoa ainda hoje em nossos ouvidos: "Roubará o homem a Deus?" Que o Todo-Poderoso nos livre de tamanha infidelidade!

Nessa parte de sua mensagem, Malaquias faz cair sobre os ombros de seu povo a responsabilidade de toda a situação caótica que estava imperando na nação. Suas plantações estavam sendo devastadas pelo "devorador" acirrando ainda mais a crise econômica no país. Qual seria a razão disso tudo? Os judeus havi­am mudado de comportamento para com Deus e nem tinham consciência disso. "Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatu­tos e não os guardastes..." Ou talvez, eles se faziam de mal-entendidos. "Em que havemos de nos tornar?" Nessa teimosia, pois, eles haviam chegado ao extremo de roubar a Deus negando os dízimos devidos à casa do Senhor. Essa sonegação es­tava acarretando prejuízos nas mais diversas áreas. O Senhor estava pronto a intervir favoravelmente, impedindo a ação devastadora do "devorador". Porém, era necessário que se voltassem urgentemente para o Deus de Israel.

O professor deve ser um co­municador dialogal e não simples­mente um transmissor unilateral. Todo ensino tem de ser ativo e toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, pois ela somente se efetiva pelo esforço pessoal do aprendiz. O professor deve solicitar, quer no início, quer no decurso de qualquer aula, a opinião, a colaboração, a ini­ciativa e o trabalho do próprio alu­no. Portanto, para essa lição, use o método de perguntas e respostas. Faça perguntas do tipo: 1) Quando foi instituído o dízimo; 2) Qual a fun­ção e finalidade no Antigo Testa­mento; 3) Quais personagens bíbli­cos dizimaram antes da instituição do dízimo pela Lei de Moisés; 4) De que forma a doutrina do dízimo foi ratificada para o Novo Testamento.

E assim por diante. Esse método é muito importante para promover a participação e o interesse dos alunos.

Na lição deste domingo, encontraremos os crentes hebreus cometendo um pecado bastante comum nos dias de hoje: o roubo dos dízimos. Foi exa­tamente assim que a sonegação dos dízimos foi vista pelo Senhor Deus. Essa falta tornou-se tão grave na co­munidade hebreia, que muitos levi­tas, privados do sustento diário, vi­ram-se obrigados a abandonar o mi­nistério para garantir o sustento de suas casas (Ne 13.10).

É mister que voltemos a encarar a doutrina do dízimo com toda a seriedade. Temos de entender que o Senhor tem um firme compromisso com os que lhe abençoam a obra com os seus dízimos e ofertas voluntári­as. Dessa forma, estaremos a expan­dir o Reino de Deus, ganhando al­mas, discipulando os novos conver­tidos e proclamando o evangelho de Cristo dentro e fora de nossa nação.


O QUE É O DÍZIMO

1. Definição. "Oferta entregue voluntariamente à Obra de Deus, constituindo-se na décima parte da renda do adorador" (Dicionário Teológico, CPAD).

2. O caráter do dízimo. O dízimo não tem caráter mercantilista, nem pode ser visto como um mero investimento. É, antes de tudo, um ato de adoração. É também uma ali­ança prática entre Deus e o homem. Se formos fiéis nos dízimos, usufrui­remos certamente de todas as bên­çãos de suficiência asseguradas pelo Senhor neste particular.

3. O dízimo não está circuns­crito à Lei. Alguns crentes sonegam o dízimo, sob a alegação de que esta prática foi instituída pela Lei de Moisés. Todavia, antes da Lei Mosaica, já encontramos homens santos e piedosos que adoravam a Deus com as suas ofertas e dízimos: Caim, Abraão e Jacó (Gn 14.20; 28.22).

O que a Lei de Moisés fez con­cernente aos dízimos foi canalizá-los para o sustento do sacerdócio (Nm 18.21-26). Mais tarde, encontrare­mos o Senhor Jesus ratificando a prá­tica do dízimo: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais impor­tante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coi­sas e não omitir aquelas" (Mt 23.23).

Nessa passagem, o que o Senhor condena não é o ato de se dizimar, mas a maneira como o faziam os fariseus e os hipócritas. Observe que o Senhor Jesus foi mais que categó­rico: "... deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas". Ou seja: dar os dízimos.

Não procures subterfúgios teoló­gicos para negares o dízimo ao Se­nhor que te tem sido tão generoso. Cumpre com as tuas obrigações. Adora a Deus com as tuas rendas e haveres (Pv 3.9). Não roubes a Deus!

QUANDO O POVO ROUBA A DEUS NOS DÍZIMOS

Alguns crentes, e até obreiros, acham que não se deveria chamar de ladrões os que sonegam os dízimos ao Senhor. Tudo bem! Não vamos chamá-los de ladrões. Mas que es­tão roubando a Deus, estão. Recordemos mais uma vez as palavras do profeta: "Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas" (Ml 3.7).

A sonegação dos dízimos, no tempo de Malaquias, estava acarre­tando prejuízos nas mais diversas áreas. O mesmo pode-se aplicar aos dias de hoje.


1. Na área ministerial. Como os dízimos eram sonegados, os levitas e demais obreiros do altar abando­navam o ministério a fim de procurarem outros afazeres para sustentar suas famílias. Eis o que constatara Neemias: "Também entendi que o quinhão dos levitas se lhes não dava, de maneira que os levitas e os can­tores, que faziam a obra, tinham fu­gido cada um para a sua terra" (Ne 13.10).

Não podemos esquecer-nos de que os obreiros precisam cuidar de suas famílias, educar os filhos e dar-lhes assistência médica. Se quiser­mos obreiros de tempo integral, de­vemos dar-lhes o suporte necessário a fim de que eles cuidem de nosso bem estar espiritual (Lc 10.7; 1 Tm 5.18). De que forma os mantere­mos? Nenhum sacrifício adicional é-nos requerido. Sejamos fiéis nos dízimos.

2. Na área pessoal. Como retivessem os dízimos, os hebreus não mais contavam com a generosidade e a abundância da providência divi­na. Agora, até as suas bênçãos en­contravam-se sob maldição: "Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação" (Ml 3.9).

O salário dos hebreus parecia es­tar sendo jogado num saco furado: "Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado" (Ag 1.6).

Será que o mesmo não está acontecendo conosco? Exigimos que a igreja tenha um programa missionário, mas não trazemos os dízimos à casa do tesouro. Reivin­dicamos tenha a igreja um esque­ma de assistência social, mas so­mos incapazes de alçar nossas ofer­tas. Queremos que a Casa de Deus seja digna de seu nome, mas não colaboramos com um tijolo sequer. Por conseguinte, como poderá a Obra de Deus avançar se as nossas mãos encontram-se cerradas? Abramos as mãos, porque o Senhor está sempre presto a nos escancarar as comportas dos céus.

3. Na área nacional. Contribua­mos com mais amor e liberalidade para que o nosso país seja realmente abençoado. Se todo o povo de Deus for fiel nos dízimos, temos certeza de que o produto interno bruto de nossa nação duplicará na próxima década.

Como seria bom se as nossas au­toridades se mostrassem sensíveis ao envio de divisas aos missionários! O governo tem de saber que o dinheiro que sai do Brasil, com essa finali­dade, está abençoando nações e po­vos não alcançados pela Palavra de Deus. Autoridades: o Deus Todo-Poderoso tem um firme compro­misso com a nação que se faz missionária.

OS TRÊS LADOS DO DÍZIMO

De acordo com Malaquias 3.10, o dízimo possui três lados: o lado do povo, o lado do ministério e o lado de Deus.

1. O lado do povo. A ordem di­vina não comporta dúvidas: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro". Isto significa que não nos cabe administrar os nossos dízimos. Estes têm de ser entregues à casa do tesou­ro. Ou seja: à tesouraria da Casa de Deus.

Há crentes que, ao invés de obe­decer à Palavra de Deus, enviam os seus dízimos a programas de rádios e de televisão, entregam-nos aos charlatães e mercenários que vivem a rondar nossas igrejas e congregações, e carreiam-nos aos departa­mentos da igreja que, segundo pensam, precisam de alguma melhoria. Outros ainda, querem ajudar os pa­rentes necessitados.

Entende de uma vez por todas: o teu dízimo tem de ser entregue à casa do tesouro. Deus só pode abençoar aqueles que cumprem rigorosamente a sua Palavra. Quanto aos teus parentes que se acham necessitados, é tua obrigação cuidar deles com o dinheiro que te sobra (Pv 23.22; Ec 6.3). Sê dizimista, e verás que o Se­nhor suprirá todas as tuas necessida­des.

2. O lado do ministério. Cabe aos administradores da Casa de Deus cumprir rigorosamente este quesito: "...para que haja mantimento na mi­nha casa..." Por isso, os pastores de­vem administrar com muita sabedo­ria e tirocínio os dízimos que che­gam à casa do tesouro (Ne 13.13).

Se agirem assim, nenhum man­timento faltará à casa de Deus (2 Cr 31.12). Os missionários e obreiros receberão regular e pon­tualmente o seu sustento (Ne 10.37,38). E ninguém terá de dei­xar a Obra para sustentar a sua fa­mília (Ne 12.44). Haverá suficien­te literatura para se evangelizar os incrédulos e educar o povo de Deus. A Escola Dominical haverá de funcionar a contento. Além dis­so, o templo será digno do nome de Cristo. E que jamais precisemos encontrar templos maltratados e sujos (2 Cr 24.5; 34.8). Se somos representantes do evangelho, te­mos que primar pelo capricho.

A obrigação do povo, diante de Deus, é trazer os dízimos à casa do tesouro. E a dos pastores é zelar para que nada falte à Casa do Senhor. Se não agirem corretamente, o Senhor os cha­mará à prestação de contas.

3. O lado de Deus. O povo pode falhar em seu compromisso; os obreiros também falham. E como te­mos falhado! No entanto, Deus jamais faltará com a sua Palavra. Se Ele prometeu abençoar-nos, não te­mos que duvidar. É só dizimar como recomenda-nos Ele em sua Palavra, que a bênção é certa: "e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as ja­nelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança".

CONCLUINDO

Deus quer abençoar o seu povo. Sejamos, pois, fiéis nos dízimos e ofertas. Dizimar é uma forma mui expressiva e amorosa de se adorar aquEle que nos tem sido mais que generoso.

Experimenta adorar a Deus com os teus dízimos! Faze prova do Se­nhor, e não te arrependerás: "Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos" (Ag 2.8).

"Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma déci­ma parte. Dar menos que isto era desobediência a Deus. Aliás equivalia a roubá-lo (Ml 3.8-10). Semelhantemente, o NT requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1 Co 16.2; 2 Co 8.3,12; 2 Co 8.2).

"Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, pois assim é ensinado tanto no AT (Ex 25.1,2; 2 Cr 24.8-11) quanto no NT (2 Co 8.1-5,11,12). Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial (2 Co 8.3), pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus entregou-se por nós (2 Co 8.9). Para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (Lc 21.1-4).

"Nossas contribuições devem ser dadas com alegria (2 Co 9.7). Tanto o exemplo dos israelitas no AT (Êx 35.21-29; 2 Cr 24.10) quanto o dos cristãos macedônios no NT (2 Co 8.1-5) servem-nos de modelos.

"Deus tem prometido recompen­sar-nos de conformidade com o que lhe temos dado (Dt 15.4; Ml 3.10-12; Mt 19.21; 1 Tm 6.19; 2 Co 9.6)."

"O crente para usufruir os cui­dados providenciais de Deus em sua vida, tem responsabilidades a cum­prir, conforme a Bíblia revela.
(1) Ele deve obedecer a Deus e à sua vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por ele honrar a Deus, mediante sua vida de obediência. Deus o honrou ao estar com ele (Gn 39.2,3,21,23). Semelhantemente, para o próprio Jesus desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a Deus e fugir para o Egito (Mt 2.13). Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7).

(2) Na sua providência, Deus dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus ser­vos. O crente deve estar em constan­te harmonia com a vontade de Deus para a sua vida, servindo-o e ajudan­do outras pessoas em nome dEle (At 18.9,10; 23.11; 26.15-18; 27.22-24).

(3) Devemos amar a Deus e subme­ter-nos a Ele pela fé em Cristo, se quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (Rm 8.28)." (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 106)

Bibliografia Claudionor Corrêa de Andrade

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