quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TOTALMENTE INDECISO

Sei que às vezes não estou suficientemente maduro para tomar uma decisão, pois não conheço bem os dois lados que chamam a minha atenção, que acenam para mim, que tentam me atrair. Porém, na maioria das vezes, a minha indecisão não é sinônimo de prudência. Ela existe por causa do medo, da tradição, do comodismo, da correnteza em sentido contrário, do engano, do acanhamento, da opinião pública, da preguiça.

A história do filho pródigo, na parábola de Jesus, sempre me impressionou. O evangelho registra que, em uma terra distante, o rapaz reconheceu seu erro e tomou a decisão de voltar para casa. O versículo seguinte mostra que a decisão era para valer, pois “‘levantando-se’, foi para seu pai” (Lc 15.20). Encanta-me a decisão tomada por Zaqueu logo após a conversa que Jesus teve com ele. Como o filho pródigo, o coletor de impostos se levantou e disse a Jesus: “Senhor, ‘de agora em diante’ eu darei a metade da minha riqueza aos pobres” (Lc 19.8).

Confesso que tenho uma ponta de inveja quando leio o discurso de Josué perante o povo indeciso quanto à escolha do caminho a seguir: “Quanto a mim, ouçam bem: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).

Para que haja alguma mudança, para iniciar qualquer empreendimento, não posso ser indeciso. Exemplos não me faltam. A Bíblia me encoraja quando diz que Salomão “resolveu” edificar a casa ao nome do Senhor (2Cr 2.1), que Joás “resolveu” restaurar o mesmo templo (2Cr 24.4), que Daniel “resolveu” não contaminar-se com as iguarias da mesa de Nabucodonosor (Dn 1.8), que Paulo “resolveu” ir a Jerusalém, onde o esperavam sofrimentos e prisões (At 19.21).

Os heróis da fé são pessoas que não ficam paradas, deixando o tempo e as oportunidades passarem por conta da eterna indecisão. Por misericórdia, não quero mais atrasar o que é necessário, o que é certo, o que é bom para mim e para os outros, inclusive para minha família. Não quero ser culpado de alguma dor, infelicidade ou tragédia por falta de decisão da minha parte. Abraão não ficou a vida inteira decidindo se sairia ou não de Ur dos caldeus e se ofereceria ou não seu único e amado filho em sacrifício ao Senhor. Pela fé, fez ambas as coisas sem perder tempo (Hb 11.8, 17). Entre dois caminhos opostos a tomar, Moisés fez logo a sua escolha: abandonar a casa de Faraó, os prazeres transitórios do pecado e os tesouros do Egito, para ser maltratado junto com o povo de Deus (Hb 11.24-26).

Quero ter a firmeza de Paulo quando escreveu a Tito: “Resolvi passar o inverno lá [em Nicópolis]” (Tt 3.12). De hoje em diante, com o auxílio de Deus, será assim comigo.

Fonte: Ultimatoonline

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