quarta-feira, 14 de março de 2012

Vento contrário!

Navegamos vagarosamente ... tivemos dificuldade... não sendo possível prosseguir em nossa rota, devido aos ventos contrários... (At 27:7). Às vezes os ventos são contrários. Nada dá certo! Nada funciona! Não saímos do lugar. A viagem de Paulo a Roma estava assim.

Dois anos e meio preso, a vida andando em círculos. Finalmente, porém, tudo pareceu resolver-se. Conseguiu embarcar para Roma. Mas os ventos contrários voltaram e a viagem tornou-se mais uma provação.O que fazer quando tudo conspira contra nós? Quando todo o nosso esforço não dá em nada? Quando os céus estão blindados. Deus parece calar-se e o nosso barco é açoitado pelas ondas da vida?

Nosso texto dá algumas dicas preciosas para essas horas: Crises obrigam a rever prioridades. É o que Paulo e seus companheiros fazem. Decidem-se mesmo a jogar fora seus pertences. A crise mostra o que é importante e o que não é. Então, quando o barco da vida entrar num temporal, é hora de revisão, de jogar ao mar o que não tem valor e de agarrar-se àquilo que realmente importa.

O navio jogava descontrolado, mas Paulo tinha uma promessa de Deus que um anjo lhe trouxera: ele chegaria a Roma para testemunhar de Cristo ao César. Assim, com os ventos impiedosos, o navio se partindo, Paulo permanecia sereno porque sabia que Deus cumpre Suas promessas.

Portanto, quando os ventos contrários não nos permitem avançar, agarremo-nos às promessas de Deus: são infalíveis. Deus não promete poupar-nos de sofrer, mas no sofrer. O anjo consola e anima Paulo, mas não o tira da tempestade. Dá ânimo, mas não o poupa de sofrer.

Este é o privilégio do cristão. Deus não nos dá pernas ágeis para correr, mas ombros largos para suportar o peso da cruz. Quando ventos contrários o ameaçarem, lembre-se dessas verdades que nos dão a certeza de estar nas mãos de Deus e de que toda crise obedece a um propósito no Seu plano eterno.

DMW

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