quarta-feira, 24 de julho de 2013

É pecado usar piercing ou fazer tatuagem ou escutar música secular ?

 
Se o tribalismo pode ser tão ruim, trazendo ideias e conceitos que são incompatíveis com a fé cristã, enfatizando e satisfazendo impulsos carnais que deveriam ser controlados, anulando princípios e valores essenciais, qual é a alternativa? Que fará o jovem? Uma vez que a santidade é muito mais o que fazemos do que o que deixamos de fazer, deixe-me apresentar sete coisas boas para o jovem fazer antes de se preocupar em participar de uma tribo urbana, mesmo a pretexto de evangelizar.

1. Serviremos um só Senhor
Antes de tudo é preciso que nossos adolescentes, jovens e muitos líderes reconheçam que não é possível servir a dois senhores. Não é possível sustentar a bandeira do reggae e de Cristo ao mesmo tempo. Não é possível se vestir como um maconheiro, dançar e cantar como um maconheiro, falar como um maconheiro, admirar outros maconheiros e ainda assim se santificar como um cristão. Serviremos somente a Cristo, somente a ele daremos nossa admiração e respeito. Quando pensamos nos mártires Cristãos e em quanto importa sofrer por amor a Cristo, aprendemos que a bandeira de Cristo é tão pesada que não é possível carregar qualquer outra.
2. Buscaremos a unidade
Na lista de obras da carne, mais da metade das atitudes que impedem a entrada no reino de Deus se referem a problemas no relacionamento. Quando vemos jovens do rock gospel detestando e se separando de jovens do pagode gospel, sabemos que o corpo de Cristo não pode admitir que além do vergonhoso denominacionalismo que separa as igrejas, uma mesma igreja se veja dividida entre tribos urbanas. Seremos irmãos de todos os que servem a Cristo; não faremos de nossos costumes uma barreira para a unidade da igreja; não buscaremos segmentação.
3. Nosso tesouro estará no céu
Fico pensando no que significa “não ameis o mundo nem o que no mundo há” para um jovem que tem seu ipod cheio de música secular, e que gasta todo dinheiro que tem comprando tenis, calças, camisetas e bonés para parecer um rapper. Será que somos capazes de colocar nosso amor ao mundo, nosso apego aos estilos e aos interesses deste mundo sobre o altar, para amar somente a Deus acima de todas as coisas e buscar seu reino acima de tudo? Nós teremos nojo até mesmo da roupa manchada pelo pecado e evitaremos além do pecado, até mesmo aquilo que se parece pecado. Ocuparemos nosso coração e nosso pensamento com as coisas que são de cima.
4. Pregaremos a toda criatura

A pregação do Evangelho é a tarefa essencial da Igreja, cada crente foi chamado para falar aos outros das virtudes daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz. Todo crente, deve pregar todo evangelho, em todo mundo para toda pessoa. Quando nossa roupa, nosso estilo de música, o local que frequentamos ou os riscos que assumimos nos afastam de outros grupos e impede que possamos pregar a toda criatura estamos agindo mal. Quando assumimos alianças com grupos de que nossa carne gosta e com isso nos tornamos incapazes de enxergar e condenar o pecado nestes grupos, estamos agindo mal. Quando deixamos de pregar o Evangelho a toda criatura deixamos de ser verdadeiros salvos por Cristo e filhos de Deus.

5. Valorizaremos o que tem valor
 
Não andar ansioso pelo que vamos vestir ou o que vamos comer tem uma aplicação muito apropriada a quem é seduzido pelas ofertas das tribos urbanas, porque são estas coisas que tem valor nestes movimentos: a estética e a companhia. Desanimo quando um jovem vem me perguntar se é pecado usar piercing ou fazer tatuagem ou escutar música secular. A primeira coisa que penso é: porque ele não veio perguntar se pode orar mais, jejuar mais, evangelizar mais? Devemos fazer diferente, buscaremos primeiro e acima de tudo o Reino e trataremos de viver conforme a justiça do Reino. Se valorizarmos as coisas espirituais mais do que as materiais não haverá tempo para se ocupar com tribos urbanas e as coisas que precisarmos nos serão acrescentadas!
6. Abraçaremos a simplicidade
A Bíblia dá pouca importância ao modo como nós nos vestimos, não porque devemos nos vestir como quisermos, mas porque o vestir não pode ser tão importante para nós. Uma das poucas referências bíblicas sobre nosso estilo de vestir é: “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.” 1Pedro 3:3,4. A simplicidade nos permite concentrar nosso esforços naquilo que realmente importa.
7. Aceitaremos a vergonha da cruz
Jesus nos avisou de que o mundo nos odiaria por sermos dele. Qualquer crente que tente evitar o ódio do mundo se afasta de Cristo. Aquele que ama a Cristo ama a verdade enquanto o mundo ama a mentira, ama a fidelidade enquanto o mundo ama a promiscuidade, ama as coisas espirituais enquanto o mundo ama as materiais. Não tem acordo – somos muito diferentes e para diminuir esta diferença seria necessário negar a Cristo. Se não queremos que Cristo nos negue diante do pai é melhor negarmos o mundo e aceitar sua rejeição.
Tenho defendido o que chamo de “camiseta branca” e quero desafiar nossos jovens a isso: abandonar todas as marcas, todos os estilos, todas as tribos e dedicar-se somente a Cristo. Deixe que suas vestes sejam branqueadas pelo sangue de Cristo, seja somente dele, sirva somente a ele. Que o mundo veja que esta é sua marca, este é seu estilo – ser um imitador de Cristo, viver como ele viveu. Eu sei que são as necessidades que sentimos que nos impulsionam para uma tribo, mas em cristo há satisfação para todas as necessidades de um adolescente ou jovem. Em Cristo podemos achar toda alegria e satisfação que procuramos. Vista sua “camiseta branca” e venha experimentar viver a nova vida com Cristo em toda sua plenitude.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tribo_urbana - consultada em 17 de maio de 2008
http://www.fashionbubbles.com/2006/moda-e-tribos-urbanas/ - consultada em 17 de maio de 2008
Herculano-Houzel, Suzana – Novas equações cerebrais – O olhar adolescente N. 1, Mente & Corpo, São Paulo – 2008.
Dunker, Christian Ingo Lenz – Espelho, Espelho meu – O olhar adolescente N. 1, Mente & Cérebro, São Paulo – 2008.
Birman, Joel – Escrituras Corporais – O olhar adolescente N. 1, Mente Cérebro, São Paulo – 2008.
Bevilaqua, Lia R. M., Cammarota, Martín e Izquierdo, Iván – Ganhos Cerebrais – O olhar adolescente N. 3, Mente & Cérebro, São Paulo – 2008.

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